Sexta-feira, 25 de Maio de 2012

Polga: «Saio de cabeça levantada»


Nove anos depois, está confirmada a saída de Polga do Sporting. De acordo com o director de comunicação Pedro Sousa foi uma "decisão consensual".

"Foi um orgulho, um prazer ter saído do meu país e ter encontrado o Sporting, que me deu todas as condições", disse em conferência de imprensa na Academia, em Alcochete, na qual marcou presença o treinador Sá Pinto.

"Saio de cabeça levantada, de consciência limpa, com o sentimento de dever cumprido. Dei sempre o melhor de mim", prosseguiu.

O central não vai terminar a carreira: "Levo mais alegrias do que tristezas. Agora é começar um novo ciclo".

O jogador brasileiro não confirmou nomes de clubes interessados, admitindo que pode continuar na Europa ou regressar ao Brasil. Excluiu, contudo, assinar por outro clube português.

Polga assegurou que não lhe foi oferecido qualquer cargo directivo.

"Agora vou ser um adepto do Sporting",garantiu.


Segunda-feira, 26 de Março de 2012

Está de volta o chip europeu


Pela terceira vez desde a chegada de Ricardo Sá Pinto ao comando técnico do Sporting, a equipa prepara-se para mudar de “chip” em mais um jogo em Alvalade. Do que se aplica ao consumo interno (onde soma 4 vitórias) para o europeu (onde também ganhou 2 vezes em 2 possíveis), com a certeza de que a mudança passa por jogadores mas também pela abordagem tática.
Desde o início da temporada tem sido sempre assim: Elias, uma das pedras-base do meio-campo dos leões, tem de ficar de fora na Liga Europa e o seu posto vem sendo repartida por Rinaudo e Carriço, registando-se ainda uma evolução no desenho tático da equipa a partir deste sector. Nos jogos em Alvalade, a base havia sido um triângulo com Rinaudo ou Carriço atrás, mais Matías Fernández e Schaars nos flancos. Com Sá Pinto, dá-se uma alteração, com Matías a funcionar numa posição mais central e adiantada, nas costas do ponta-de-lança, mantendo-se Schaars na esquerda

Capel como nunca visto



Quando Insúa foi derrubado na grande área do Feirense, Diego Capel foi de pronto recolher a bola, para bater a grande penalidade, como estava planeado. Quem se encontrava no estádio, porém, não se apercebeu de imediato de que seria o extremo espanhol a cobrar o castigo máximo. À distância, quem olhasse para a marca dos 11 metros mais parecia ver Izmailov a preparar-se para o fazer, um erro de... simpatia, porque tinha sido o russo o último chamado a essa responsabilidade (com o V. Guimarães), mas não só.
Na verdade, fisicamente, a semelhança também era grande, e por isso a dúvida de muitos só se desfez mesmo quando Capel correu a festejar de braços abertos para junto do banco de suplentes. A mudança de visual do ex-Sevilha, que por instantes o levou a ser confundido com Izmailov, funcionou quase como um prenúncio para um jogo de renascimento, um Capel nunca visto no contexto do futebol do Sporting, e não apenas na aparência.

Bayern "espiou" leão



O Bayern Munique marcou ontem presença em Alvalade, encabeçando a lista de clubes que enviaram observadores para assistirem atentamente ao confronto.
Além do emblema germânico, também estiveram nas bancadas os angolanos do Recreativo Libolo, os italianos do Génova, os alemães do Hannover e ainda os ingleses do WBA. Quanto aos emblemas nacionais, apenas dois marcaram presença em Alvalade:Académica e Oriental.
Quem optou por não “espiar” o Sporting foi o Metalist, próximo adversário dos leões na Liga Europa.
Após uma série intensa de jogos, o plantel leonino folga este domingo, regressando aos treinos na segunda-feira às 16 e 30.

Sexta vitória caseira com parcial de 10-0



Ricardo Sá Pinto tornou-se ontem no terceiro treinador do Sporting, desde 1990, a vencer os seis primeiros jogos em casa, depois de Marinho Peres e Augusto Inácio. Mais que isso, com o novo técnico os leões ainda não consentiram qualquer golo em Alvalade, tendo ontem estabelecido um acumulado de 10 golos marcados. O brasileiro registou o feito em 1990/91 e o português em 1999/2000, o ano do fim do jejum em que os leões chegaram ao título de campeão.
É verdade que a regularidade do Sporting de Sá Pinto tem sido baseada em triunfos tangenciais – cinco vitórias por 1-0 – mas pelo meio também já conseguiu o segundo resultado mais volumoso da temporada, 5-0 frente ao V. Guimarães, ao nível do 6-1 imposto ao Gil Vicente, ainda com Domingos Paciência ao comando da equipa.

Elias acusou desgaste e saiu a coxear



O desgaste provocado por 10 jogos desde 16 de fevereiro, quando Ricardo Sá Pinto assumiu o comando técnico do Sporting, revelou-se ontem de forma bem evidente durante o encontro com o Feirense. Vários jogadores não conseguiram esconder as dificuldades físicas, com destaque para os médios Elias e Renato Neto, que depois de terem sido assistidos a meio da segunda parte acabaram mesmo por ser substituídos. Elias saiu a coxear ligeiramente e Neto cedeu ao desgaste.
A ausência de Matías Fernández ficou a dever-se a uma gripe que atacou não só o chileno mas também Daniel Carriço. Mas, enquanto o defesa português conseguiu recuperar o suficiente para acabar mesmo por ser utilizado na segunda parte, o mesmo não aconteceu com El Crá. Finalmente, Jeffren saiu por gestão de esforço.

Sá Pinto: «Jogadores têm sido inexcedíveis»



Apesar da vitória escassa, por 1-0, diante do último classificado Feirense, Ricardo Sá Pinto mostrou-se satisfeito pelos 3 pontos conquistados, considerando que o cansaço acumulado foi o grande adversário dos leões esta noite.
"A equipa controlou desde o início do jogo, praticou um futebol de qualidade e teve várias oportunidades de golo. O nosso maior adversário hoje, com todo o respeito pelo Feirense, foi mesmo o facto de termos feito 10 jogos em trinta dias. Não é fácil... Nomeadamente os da Liga Europa, que envolveram viagens e muito cansaço. Mesmo assim, devo dizer que os jogadores têm sido inexcedíveis nesse aspeto", começou por elogiar o técnico dos leões.
Sobre a fase final de maior pressão dos visitantes, Sá Pinto foi claro: "Não foi por superioridade do Feirense, mas foi antes pelo fator cansaço. A equipa comportou-se de forma excelente durante todo o jogo. Na parte final tivemos de mudar por causa da fadiga. Nesta fase recuperámos praticamente de um jogo para o outro. Os treinos têm sido de baixa intensidade, não podemos treinar o tempo que queremos, estamos a jogar de três em três dias. Basicamente estamos a recuperar os jogadores para a competição seguinte e trabalhámos mais o lado estratégico dos jogos", revelou.
A ausência de Matías Fernández causou alguma estranheza, mas o timoneiro dos leões admitiu que o chileno estava com gripe.
"O Matías teve um síndrome gripal e não pôde participar no jogo por causa disso. O Carriço também teve o mesmo problema antes do jogo, mas ainda conseguimos recuperá-lo e ainda foi a tempo de ajudar de forma extraordinária a equipa"
"Dedico esta vitória aos adeptos, que têm sido inexcedíveis no apoio à equipa, aos nossos jogadores, à equipa técnica e a todos os que acompanham diariamente", concluiu, preferindo não comentar a eliminatória com o Metalist, dos quartos-de-final da Liga Europa.